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quinta-feira, 9 de maio de 2019

Cegueira em felinos, será que é possível prevenir?



Se você tem um bichinho de estimação, com certeza já reparou que ele fala, e muito, através dos olhos. Por meio da troca de olhares com seus tutores, cães e gatos conseguem expressar fome e outros desconfortos. Por isso, os cuidadores precisam estar sempre alertas aos problemas que podem causar cegueira em pets.

De acordo com a professora Úrsula Silva, que atua no curso de Medicina Veterinária da Faculdade Anhanguera de Niterói (RJ), o desenvolvimento da cegueira em pequenos animais pode estar associado a vários fatores, inclusive a quadros reversíveis. "Como principais causas, nós temos conjuntivite, glaucoma, catarata, doenças da córnea, doenças da retina, ceratoconjuntivite e doenças sistêmicas como Diabetes Mellitus, Hipertensão Arterial, Hipotireoidismo, Ehrlichiose e viroses como Cinomose nos cães e Herpesvírus nos gatos”, detalha a médica veterinária.

É importante saber que não existe uma faixa etária que seja mais propensa à cegueira, já que essa condição surge por diferentes causas. A catarata, por exemplo, é uma dessas razões e pode ser congênita (presente desde o nascimento), aparecer em animais de dois a quatro anos de idade (catarata juvenil) ou ainda ser  observada em cães com mais de oito anos (catarata senil). "Não existe um único tipo de animal predisposto ao desenvolvimento da cegueira, uma vez que se trata de uma condição patológica multifatorial e apenas o médico veterinário, através de uma complexa avaliação clínica, poderá responder de forma mais adequada a esse questionamento”, explica Úrsula.

Como tratar? - O tratamento das doenças também é bastante variável. Dependendo da causa, podem ser utilizados medicamentos, como é o caso de conjuntivite, ceratoconjuntivite seca e glaucoma, ou até mesmo cirurgias,  se a causa for catarata, ectrópio e entrópio.

Assim como acontece com os seres humanos, no caso de cães e gatos a prevenção é sempre o melhor caminho, inclusive no caso da cegueira. “A avaliação médica veterinária, realizada por profissionais com o objetivo de identificar possíveis fatores predisponentes e a forma mais adequada para controle, eliminação ou tratamento dos mesmos, ajuda a evitar o aparecimento dessa condição patológica.”

Mas, apesar de impor algumas limitações, a cegueira, felizmente, é um problema de visão com o qual seu melhor amigo pode conviver perfeitamente. Com relação ao ambiente em que vive, deve-se evitar mudar objetos e móveis de lugar e o fornecimento de alimento e água deve ser feito sempre no mesmo local, pois o animal se acostuma com a organização dos espaços da casa. Um cuidado especial precisa ser tomado com relação às piscinas: elas devem estar sempre cobertas. Com todos esses cuidados, você garante mais conforto e qualidade de vida ao seu animal.

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quinta-feira, 2 de maio de 2019

Diagnóstico precoce permite mais qualidade de vida aos gatos e cães com doença renal




A doença renal é uma das principais causas de morte de pets, principalmente entre os mais idosos. Quando o problema se torna crônico, não tem cura, mas o diagnóstico precoce pode proporcionar melhor qualidade de vida para os bichinhos. “Por isso, as visitas periódicas ao veterinário são a melhor forma de detectar precocemente e de ter um bom resultado no tratamento”, explica o especialista em nefrologia do Centro Veterinário Seres, Anderson Yukio Calazans Yogi, do grupo Petz.

Neste mês, a campanha Março Amarelo alerta sobre esses problemas. A doença pode ser controlada se for diagnosticada o quanto antes, por meio de exames de sangue, urina e de imagens, para evitar o comprometimento cardiovascular, esquelético, neurológico, hematopoiético e digestivo. A partir dos seis anos de idade, a indicação é que cães e gatos façam exames anualmente.

“A medicina preventiva está evoluindo bastante. Novos exames, como o SDMA, que detecta o problema em sua fase inicial com precisão, devem acompanhar os check-ups regularmente. Com o aumento da expectativa de vida, essas doenças estão mais frequentes, com prevalência maior em gatos.”, afirma o veterinário.

O que é
Nas doenças renais, os rins não conseguem exercer funções, como evitar a perda excessiva de água, manter o equilíbrio entre ácidos e bases e excretar compostos nitrogenados que resultam do metabolismo. Com isso, a tendência é a desidratação e o acúmulo, no sangue, de ácidos e de moléculas que deveriam ser excretados na urina, como a ureia e a creatinina.
As causas podem ser as mais diversas: infecções, inflamações, presença de parasitas, traumas, intoxicações, doenças autoimunes, congênitas ou hereditárias, entre outras

Os sinais
A dica é observar a rotina dos pets. Os principais sinais são aumento da ingestão de água, aumento ou diminuição do volume de urina, urina clara, cansaço, fraqueza e prostração, hálito forte, falta de apetite e emagrecimento, dificuldade para urinar, vômito e alteração na coloração e consistência das fezes.

Tratamento
Não existe cura para a doença renal crônica, mas sim o controle da sua progressão. O tratamento, em alguns casos, é feito com utilização de fluidoterapia, controle do desequilíbrio eletrolítico e ácido-base, de alterações hormonais, da hipertensão e com dieta adequada.
Algumas raças são mais propensas à doença renal crônica familial como beagle, cocker, lhasa apso, shih tzu, maltês, schnauzer e sharpei. Em gatos, maine coon, abissinio, siamês, russian blue  e persa são mais suscetíveis.

Prevenção
1 - Ofereça dieta rica e balanceada, com rações superpremium específicas para a idade e o porte do pet.
2 - Deixe sempre água limpa e fresca à disposição do animal.
3 - Incentive exercícios físicos e brinque com ele sempre que possível.
4 - Faça o controle de pulgas e carrapatos.
5 - Mantenha a carteira de vacinação do pet em dia.
6 - Leve-o a visitas regulares ao veterinário.

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quinta-feira, 11 de abril de 2019

Páscoa: Lembre-se que chocolate é tóxico para os gatinhos!



A Páscoa se aproxima e é importante lembrar que o chocolate é um dos maiores vilões dentre os alimentos tóxicos para cães e gatos. Tutores devem estar muito atentos pois não é raro ouvir relatos sobre animais intoxicados após o consumo da guloseima.

“É fundamental resistir aos olhares de súplica e apelos dos pets, além de orientar as crianças para que não ofereçam a guloseima”, alerta a médica veterinária da PremieRpet®, Keila Regina de Godoy.

Substância tóxica - O fígado dos cães e gatos não metaboliza direito uma substância presente no chocolate, chamada teobromina, que está relacionada com a quantidade de cacau. Quanto mais cacau, mais teobromina o produto contém e mais tóxico ele é.

Intensidade - Isso significa que os chocolates mais escuros e amargos, que contém maior percentual de cacau, são os mais tóxicos para os animais. No entanto, o chocolate ao leite e o chocolate branco também fazem mal e não devem ser oferecidos aos pets.

Efeitos - Como a teobromina age intensamente no organismo, pode ocorrer aumento de contrações musculares, excitação nervosa, micção em excesso, elevação da temperatura corporal, respiração acelerada, taquicardia, vômitos e diarreia. A gravidade do quadro varia de acordo com a quantidade ingerida.

Riscos - Apesar dos casos letais serem raros, existe alta incidência de indisposições gastrointestinais, especialmente em animais pequenos e jovens, devido à quantidade de toxina em relação ao peso do pet.  Além do risco de intoxicação e do mal-estar, o chocolate pode trazer outros males ao organismo do animal, como a obesidade e suas complicações.

Prevenção - É importante ficar atento e não deixar ovos e bombons em locais acessíveis a cães e gatos. Eles podem se sentir atraídos pelo cheiro, pela embalagem e “roubar” sem que os donos percebam. Também é fundamental não ceder aos olhares de súplica dos pets e orientar as crianças para que não ofereçam a guloseima. Em caso de ingestão acidental, o animal deve ser avaliado por um médico veterinário.

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quinta-feira, 4 de abril de 2019

Conheça as principais doenças que acometem os gatos e como preveni-las através de vacinação





Quem tem gatinhos, sabe que eles são como membros da família, e que todo cuidado é pouco para proteger os pequenos de doenças. Separamos um material da Zoetis que mostra as principais doenças que acometem estes pequenos felinos e como é possível preveni-las através de vacinação. Confira a seguir e, em caso de dúvidas, converse sempre com o veterinário!

PANLEUCOPENIA

Panleucopenia - Causada por vírus, é também conhecida como a parvovirose dos gatos. Filhotes são altamente propensos a esta doença, cujos sintomas principais são vômitos acompanhados ou não de diarreia, febre e tristeza. Se não for tratada a tempo, pode ser letal.

RINOTRAQUEÍTE
Esta doença é causada por um herpesvírus que acomete o trato respiratório superior dos gatos, levando a tosse, espirros, secreção nasal e ocular e febre. Os gatos parecem gripados, com narinas entupidas, e podem ter dificuldades para respirar. A transmissão é muito fácil entre animais que convivem no mesmo ambiente.

CALICIVIROSE

O calicivírus felino é extremamente contagioso e também provoca um quadro de doença respiratória nos gatos, sendo muitas vezes confundido com outros agentes. Uma característica importante é que esse vírus causa úlceras (feridas) na boca dos felinos, algo que dificulta, e muito, a ingestão de água e alimentos.

CLAMIDIOSE

Trata-se de uma infecção bacteriana que afeta em particular os olhos dos gatos. Secreção ocular que lembra pus e olhos avermelhados ou fechados podem indicar a clamidiose. Frequentemente, a clamidiose ocorre ao mesmo tempo com outras infecções respiratórias. Se os olhos não forem tratados adequadamente, pode haver comprometimento permanente da visão.

LEUCEMIA VIRAL

Esta doença incurável é causada por um vírus que afeta o sistema imune dos gatos, facilitando o aparecimento de infecções por bactérias e mesmo de alguns tipos de tumor. A transmissão acontece principalmente quando um animal infectado lambe outros gatos, já que o vírus é excretado em abundância na saliva. É uma doença na maioria das vezes silenciosa e, quando diagnosticada de forma tardia, pode não ter tratamento curativo.

 

RAIVA

A raiva é uma das doenças infecciosas de gatos mais importantes porque é uma zoonose fatal. Geralmente é transmitida por meio da mordida de um animal infectado (que pode ser um cão ou um gato) ou de animais que funcionam como reservatórios naturais (morcegos, por exemplo). O vírus da raiva afeta o sistema nervoso, provocando alterações de comportamento que podem variar de extrema excitação (daí o nome da doença) até depressão. Muitos animais não conseguem engolir comida e líquidos à medida que a doença progride



quinta-feira, 21 de março de 2019

Como cuidar direito dos seus pequenos felinos? Confira dicas!



Você sabia que o Brasil tem a segunda maior população de pets do mundo? São 22,1 milhões de felinos e 52,2 milhões de cachorros. A população de gatos, inclusive, está crescendo muito e deverá ultrapassar a dos cães em menos de dez anos. E como cuidar direitinho destes pequenos felinos?

Para a médica veterinária e gerente de Marketing da Vetnil, Fernanda Cioffetti Marques, a vacinação e a vermifugação frequentes são necessárias para manter o gato saudável. “O protocolo de vacinação dos gatos deve ser elaborado por um médico veterinário após uma avaliação clínica detalhada, assim como a periodicidade para ministrar o vermífugo. Esses cuidados são imprescindíveis, principalmente, quando há contato com outros animais”, declara.

Com relação à alimentação, os gatos chegam a fazer mais de dez refeições ao dia, por isso, a ração deve estar sempre à sua disposição. São animais que têm o hábito de ingerir pouco líquido, por isso, precisam de estímulo, como água sempre fresca e corrente. Em alguns casos, Fernanda indica uma pequena fonte de água para ajudar a hidratar o felino de forma ideal, além de fornecer alimento úmido – em sachê.

Embora o gato de estimação seja um animal caseiro e não exija os passeios diários ao ar livre como os cães, é imprescindível proporcionar áreas de lazer e descanso dentro de casa, para brincar e descansar. Gatos são animais independentes e têm o hábito de correr e pular, por isso, proporcionar lugares que ele possa brincar e dar saltos é fundamental para manter a saúde e bem-estar do felino. Arranhadores e brinquedinhos também são recomendados para distrair o gato dentro de casa.

Sob o aspecto de segurança, algumas adaptações na casa devem ser feitas para evitar acidentes. Por exemplo, para quem mora em apartamento, é fundamental colocar telas de proteção em janelas e varandas. “Como os gatos gostam de lugares altos, eles costumam dormir e tomar banhos de sol nas varandas e pular nas janelas. A proteção das telas evita acidentes e consequências mais graves para a saúde do bichinho. Outro aspecto relevante é a importância de colocar a caixa de areia em local arejado e distante de onde fica a água e ração do seu Pet, para manter o ambiente limpo e evitar contaminação”, afirma Fernanda.

Área de 

quinta-feira, 14 de março de 2019

Check up: Por que os bichinhos também precisam?



Muito se fala sobre a importância de exames preventivos na infância, na fase adulta e, principalmente na terceira idade dos seres humanos, mas a chamada ‘cultura da prevenção’ ainda não é frequentemente aplicada aos animais de estimação. “Na maioria das vezes, os tutores só procuram um especialista quando o pet começa a demonstrar alguns sinais de doenças”, explica o veterinário e diretor da rede Animal Place, Jorge Morais.
E, como são parte da família e queremos sempre aumentar a expectativa de vida desses nossos amigos de quatro patas, o ideal é ter uma rotina de check-up com eles. “A avaliação de rotina deve ser realizada ao menos uma vez ao ano. Exames de sangue, eletrocardiograma e diversos tipos de ultrassonografias são alguns dos testes que podem ser solicitados de maneira preventiva, para verificar se está tudo bem com o bichinho”, comenta Morais.
Segundo o profissional, esses testes ajudam a prevenir ou tratar, desde o início, enfermidades como diabetes, insuficiência renal ou cardíaca e tumores que, quando descobertos em fase inicial, têm boas chances de cura. 
A jornalista Janaina Gimael, por exemplo, descobriu através de um exame de raio-X que sua cadelinha Nina, de apenas 4 anos, estava com uma pedra na bexiga. "Ela estava fazendo um pouco mais xixi do que o habitual, então resolvi fazer os exames todos para saber se estava tudo bem. Acabamos descobrindo a pedra e também um início de piometra, que precisou de cirurgia", conta.
“Controlar e resolver antecipadamente possíveis problemas de saúde, não só contribui para a longevidade e qualidade de vida do animal, como garante economia de dinheiro aos donos”, complementa. “Tratamentos preventivos custam muito menos do que ter que resolver um problema já em estágio avançado”, salienta Morais.

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quinta-feira, 7 de março de 2019

Três cuidados com o seu pet em dias quentes



Sombra e água fresca: é isso o que se espera de dias ensolarados como os que têm feito nos últimos dias, não é? Mas a verdade é que o verão pode ser aproveitado de diversas formas, inclusive com os pets. Caminhadas e passeios ao ar livre são uma ótima oportunidade de sair com os amigos de quatro patas e curtir a estação. Mas alguns cuidados são necessários para que o cão ou gato siga com muita saúde ao longo dessa e das próximas estações.

Segundo o especialista Marcio Barboza, médico-veterinário e gerente técnico Pet da MSD Saúde Animal, durante os dias mais quentes os cuidados com cães e gatos devem ser redobrados devido à tendência do aumento de saídas e contato com outros animais, que podem ser fontes de doenças se o pet não estiver devidamente protegido. Por isso o especialista traz três importantes dicas para aproveitar ao máximo a estação:

·         Hidratação é fundamental: Mantenha o recipiente do seu pet com água fresca, evitando deixá-la exposta a locais que pegam sol, pois isso pode aquecê-la e desestimular o pet a beber. Além disso, na ocasião de passeios mais longos lembre-se de levar uma garrafa com água e um pote para oferecer o líquido ao seu amigo.

·         Xô, pulgas e carrapatos: poucas coisas são mais incômodas a um pet do que ter pulgas e carrapatos em seu corpo. Além de causar grande coceira no animal, elas podem trazer sérias doenças – inclusive para a sua família! Por isso, utilize antiparasitários de longa duração, que evitam também a disseminação dos parasitas no ambiente.

·         Atenção às patinhas: sabe aquela sensação de queimar o pé na areia da praia nos dias muito quentes? O seu pet pode sofrer com isso todos os dias se você não tomar cuidado com o horário do passeio. Muitas vezes, o coxim do animal (também conhecido como “almofadinha” da pata) pode se queimar no asfalto muito quente, comum nas grandes cidades. Portanto, prefira horários com temperaturas mais amenas, como de manhã e final do dia.
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