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quinta-feira, 30 de agosto de 2018

Por que os gatos amam - e precisam - de arranhadores?



Se você é dono de um gato e ainda não deu de presente um arranhador para o seu bigodudo, a probabilidade de ter pelo menos um móvel arranhado na sua casa é bem grande. Ter esse brinquedinho é mais útil do que você imagina, já que os felinos têm, por natureza, a necessidade de arranhar. O veterinário dos snacks DogLicious e CatLicious, Marcello Machado, explica o motivo de os felinos terem esse costume e a importância de presentear o seu amigão com um arranhador.

Por que os gatos arranham?

Afiar as unhas: para eliminar as partes lascadas e desgastadas das unhas, a fim de novas e afiadas garras em suas patinhas.

Marcar território: essa parte vem, principalmente, do instinto. Mesmo que não haja outros gatos na mesma casa para entenderem que quem arranhou manda naquela área. Ao arranhar um objeto, ele deixará não somente sua marca ali, mas também seu cheiro por meio de feromônios liberados pelas glândulas de suas membranas interdigitais.

Alongar o corpo: ao arranhar, os gatos esticam tanto as patas quanto todo o corpo, alongando seus músculos e se livrando das tensões.
Viu só como arranhar é preciso quando se é um gatinho? Então nada de repreender ou castigar o bigodudo, muito menos cogitar remover as unhas do coitado, cirurgicamente! “Ao fazer isso, você estará sendo cruel com seu animal, e quem tem amor pelo pet só procura fazer o bem a ele. Por isso, para evitar o desgaste de se incomodar com arranhões pela casa, invista no arranhador de gato, que você pode comprar ou até mesmo fazer”, explica Machado.

Qual arranhador para gato escolher?
Antes de comprar um arranhador para gatos, ou até mesmo fazer o seu, é preciso identificar qual tipo de superfície seu gato prefere arranhar. “Observe se a preferência dele é por superfícies: horizontais ou verticais, com texturas lisas, ásperas ou enrugadas”, orienta o veterinário.

Após perceber a preferência do gatinho, é hora de escolher o arranhador perfeito. Existem diversos modelos de arranhadores em meio aos brinquedos para gatos, separados em três diferentes modelos:

Arranhadores verticais para gato: seu nome já deixa clara a preferência do gatinho. São os mais conhecidos e a principal referência quando falamos no assunto. Normalmente é um pequeno mastro, envolto por corda, que você pode complementar com acessórios para gato, como uma bolinha amarrada por uma corda presa no topo do arranhador.

Arranhador tipo torre ou árvore: esses aqui são mais extravagantes, parecendo, na verdade, uma casinha de gato com arranhador. Eles possuem mais mastros para o gatinho arranhar, contando também com áreas de descanso para o felino dormir e repor suas energias tranquilamente.

Arranhadores de gato tipo tapete: esses são mais simples, perfeitos para gatos filhotes ou os que preferem arranhar na horizontal. Também são ótimos para levar em viagens, por serem fáceis de transportar e não ocuparem muito espaço.

Como ensinar o gato a usar o arranhador?

O local em que você coloca o arranhador é muito importante para atrair o felino até ele, pois isso ajudará a determinar se o pet vai ou não se interessar por seu brinquedo novo. Procure sempre por lugares visíveis, principalmente os que você perceber que seu gato tem preferência, ou próximo a locais em que ele costuma arranhar.

Evite lugares que não oferecem visibilidade ao felino, como nos cantos dos cômodos ou em locais mais escondidos da casa. É importante que o arranhador para gato esteja firme, para evitar que o fofinho se assuste com qualquer balançada, também sendo resistente para aguentar as unhadas e não quebrar.

Se você ainda está com dificuldades para atrair seu gatinho até o arranhador, existem alguns truques que podem ajudá-lo. “Experimente deixar seu cheiro no brinquedo, esfregando um cobertor ou algo do tipo, ou até entre na brincadeira e mostre para que serve o novo acessório da casa, arranhando o brinquedo. Contar com um reforço positivo também é uma ótima saída para quem está tentando atrair o pet, oferecendo um petisco para gato quando ele usa o arranhador”, aconselha Machado.

Faça seu próprio arranhador
-Se está procurando um arranhador barato para gatos, uma ótima opção é, ao invés de comprar um pronto, fazer o do seu felino do zero. Você só precisará de duas placas de MDF do mesmo tamanho, cano PVC, corda sisal e cola.

-Corte círculos do tamanho do cano de PVC nas placas de MDF, de forma que elas encaixem nas extremidades do cano perfeitamente.

-Enrole a corda sisal bem apertada por todo o PVC, colando cada ponta da corda e segurando até que esteja perfeitamente firme e colada.

-Observe seu gatinho se divertir de montão com seu presentão!

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quinta-feira, 23 de agosto de 2018

Hora de vacinar o gatinho: Você sabia que a nutrição pode interferir na imunidade?




Tradicionalmente o mês de agosto é de vacinação para cães e gatos. Por isso, é uma ótima ocasião para alertar os tutores sobre fatores que interferem na resposta imunológica do animal às vacinas, tais como: idade, doenças preexistentes e estado nutricional. Você sabia que quanto mais bem nutrido o gatinho estiver, melhor seu sistema imunológico estará? Recebemos algumas dicas da médica veterinária da PremieRpet®, Keila Regina de Godoy, a respeito da questão. Confira e converse com o veterinário dos seus bichinhos de estimação caso tenha dúvidas sobre o que oferecer a eles!

1. FILHOTES E IDOSOS - A atenção com o sistema imunológico dos animais de estimação deve ser redobrada nos primeiros meses de vida e também na idade madura. Por consequência, a alimentação ganha uma importância ainda maior nessas fases. Filhotes com apenas alguns dias de vida possuem um sistema imunológico ainda imaturo, enquanto nos idosos algumas células de defesa tornam-se menos ativas, o que pode deixá-los mais vulneráveis às diversas doenças, além de mais susceptíveis a infecções. Por isso caprichar no aporte nutricional é fundamental nessas fases da vida!

2. IMUNODEFICIENTES - Animais com imunidade prejudicada também devem receber especial cuidado com a alimentação por toda a vida. Por exemplo: gatos portadores do vírus da imunodeficiência felina (FIV) e o vírus da leucemia felina (FeLV).

3. NUTRIÇÃO E IMUNIDADE CAMINHAM JUNTAS - A alimentação é a principal responsável pelo fornecimento adequado dos nutrientes que servem de base para o bom desenvolvimento do sistema imune, pela multiplicação das células de defesa e pela formação de outras substâncias importantes para a imunidade. E em casos de desnutrição, o primeiro sistema do organismo afetado é justamente o sistema imunológico!

4. CUIDADO SEMPRE! - Está comprovada a importância de um suporte nutricional adequado durante toda a vida dos animais de estimação. Sem esse cuidado, muitas vezes não é possível atingir o resultado esperado com as vacinações, dada toda a relação entre a nutrição e o sistema imunológico. Um alimento adequado para a faixa etária, o porte, a raça, o nível de atividade física, bem como as condições fisiológicas e corporais é fundamental para garantir a boa imunidade e a saúde geral dos cães e gatos.

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quinta-feira, 16 de agosto de 2018

No inverno, fique atento aos problemas de articulação nos gatos




Frio é tempo de ficar mais quietinho e encolhido, não é verdade? E isso acontece com os animais também. É normal, inclusive, que eles sofram com problemas nas articulações, assim como acontece com os humanos. 

A médica veterinária da Vetnil, Dra. Fernanda Cioffetti, explica a importância de prestar atenção em seus pets nesta época do ano. “Os sintomas podem ser silenciosos, por isso é importante perceber o comportamento do seu pet. Quando eles estão com problemas articulares, normalmente ficam mais quietos, podem andar devagar e até mancar. Interagem menos com seus tutores, perdem o apetite e também podem demonstrar agressividade”, explica.

As baixas temperaturas favorecem a sensibilidade das articulações, causando dor e desconforto, e os pets mais idosos, obesos, que fazem muitos exercícios ou os que já possuem artrite, artrose ou displasia coxo femural estão mais suscetíveis. Nos gatos, raças tais como Main Coon, Birmanês, Scottish Fold, ou Abissínios têm maior predisposição às doenças articulares.

A veterinária também alerta para cuidados com os bichanos no inverno. “Os tutores precisam deixar os pets confortavelmente aquecidos, em locais sem muita friagem e com roupinhas quentinhas. Identificando qualquer sinal, mesmo que pequeno, o tutor deve levar o pet imediatamente para uma consulta com um médico veterinário. Ele é o profissional habilitado para diagnosticar e indicar a melhor terapia. Às vezes são necessárias sessões de fisioterapia e suplementar com produtos à base de condroitina e glucosamina, que auxiliam na recuperação e redução das dores”, complementa Fernanda.

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quinta-feira, 9 de agosto de 2018

A gatinha está grávida? Confira cuidados após a gestação





Com duração de aproximadamente 60 dias, a gestação de gato costuma ser tranquila, e normalmente o parto ocorre sem complicações. No entanto, é preciso manter certos cuidados com a gata, principalmente quando se faz necessária a realização de uma cesárea. Nesses casos é necessário seguir todos os cuidados pós-operatórios orientados pelo médico veterinário.

Quando o parto de gato ocorre de maneira natural, é preciso fornecer um local cercado, aconchegante e protegido para a gatinha grávida. “Depois de dar à luz ao primeiro filhote, o intervalo entre os nascimentos pode ser de 10 minutos a duas horas. Mas se após as contrações a fêmea estiver fazendo força por muito tempo ou perder uma quantidade de sangue superior a uma colher de sopa e nenhum filhote nascer, é necessária a cirurgia cesárea”, explica o médico veterinário da Equilíbrio, Marcello Machado.

Cuidados pós-operatórios
Mesmo que ocorra tudo bem durante a gestação de gato, pode ser que a intervenção veterinária seja a melhor escolha para a gata prenhe. Os cuidados pós-operatórios começam com as recomendações do seu veterinário de confiança. Após a cirurgia cesárea é preciso tomar certos cuidados com a gata, como incentivar o descanso dela e evitar momentos de agitação.

Caso o tutor tenha outros animais em casa, Machado orienta que, durante o período de recuperação da gata, eles sejam mantidos a uma distância segura dela. A gatinha deve dormir em um local confortável. Se ela está acostumada a dormir na cama, durante esses dias é mais indicado colocá-la ao lado da mesma, pois os movimentos noturnos do tutor podem atingi-la e prejudicar a cicatrização da incisão (corte cirúrgico).

Nos dias que sucedem o parto após a gestação felina, o carinho e a atenção devem fazer parte dos cuidados. Além disso, esteja sempre atento à incisão, certificando-se de que esteja cicatrizando normalmente.

Outro importante cuidado pós-operatório é seguir adequadamente a medicação prescrita pelo veterinário, ministrando-a nos horários corretos e durante o tempo indicado. No caso da cirurgia cesárea, os remédios irão impedir infecções e outros problemas que podem aparecer no período de recuperação.

Além de todos os cuidados pós-operatórios, também é preciso estar de olho nos filhotes, que devem permanecer com a mãe até a 12.ª semana de vida. Por serem animais independentes, os gatos cuidam de sua própria alimentação. Logo após o parto, a mãe posiciona os filhotes próximos da mama para que eles se alimentem. E claro, sempre vale a supervisão de um veterinário caso exista qualquer dúvida ou problema, combinado?

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quinta-feira, 26 de julho de 2018

Conheça a história da modelo Camila Travaglini, madrinha da UIPA, e seus gatinhos


A modelo internacional Camila Travaglini é a nova madrinha da União Internacional Protetora dos Animais. Fundada em 1895, a UIPA está há 120 anos lutando pela causa animal em São Paulo. Ela, que adora gatinhos, aproveitou para adotar mais um através da ONG, o Boris. “Eu tenho quatro gatos e agora mais um integrante chega para completar a nossa família. É muito triste ver animais abandonados, sem um lar. Precisamos unir forças para acabar com o abandono de cães e gatos. Eles, assim como nós, precisam de amor e carinho”, comenta a modelo. Ela topou responder algumas perguntas sobre a sua relação com os gatinhos para a Mundo Gato. Confira!

Você adotou um gatinho através da UIPA recentemente. Quantos gatinhos têm e como é sua rotina com eles?
Contando com o Boris, são cinco gatinhos. Um dos meus bebês morreu há uns dois meses. Uma amiga da minha mãe viu o Nicolau ser atropelado na rua e o socorreu, mas ela tinha muitos gatos, sendo que dois, inclusive, estavam com fiv, então ela não tinha condições de cuidar do Nicolau. Eu fui ao hospital, assumi tudo e o adotei, mas, infelizmente, depois de um mês, ele veio a falecer… Acredito que não superei isso ainda. Quatro deles ficam na minha casa em Osasco, eles cresceram acostumados com espaço. Não tenho coragem de tirar eles de lá para colocar no apartamento em que vivo agora em São Paulo. O Boris ainda não pode se juntar a eles, pois quando o resgatei ele estava com conjuntivite e sarna no ouvido, tenho que tratá-lo primeiro para não passar para os outros. Eu me revezo, porque sinto muita saudades deles. Normalmente, passo uns três dias na minha casa em Osasco com eles e depois volto para São Paulo. E, quando não estou lá ou não consigo ir, minha mãe e minha irmã me mandam vídeos e fotos deles quase que o dia todo. Até no facetime eu vejo eles (risos).


Sempre teve gatos? Qual foi o primeiro?

Não, eu sempre tive cachorros. Apesar de amar muito todos, minha família preferia cachorros. Mas hoje isso mudou, a minha família brinca que vai pedir a guarda compartilhada dos gatinhos (risos). Meu primeiro gato, na verdade, foi a Biscoita - a mãe dos meus dois primeiros gatos. Ela apareceu no quintal, na época o Bob, meu cachorro, estava muito velhinho, e nós percebemos que ela cuidava dele. Naquela época, achávamos que era um gato, e fomos deixando ficar, colocando água e comida… até que um dia ela deu cria e descobrimos que era gata (risos). Assim, nasceram o Gino e o Leley - os dois primeiros da família.

Depois veio a Celine, que eu resgatei no Rio. Ela tinha quatro meses e não pesava nem 1kg. Estava infestada de fungo. Todo mundo dizia que eu estava louca de resgatar, que ela não ia aguentar. Não me deixaram embarcar no avião com ela, precisei comprar uma outra passagem, em outra companhia aérea, que precisei praticamente implorar para a moça - acredito que ela também gostava muito de gatos. No fim, tudo deu certo e ela está linda hoje, com 4 aninhos e uma bolota peluda e meiga.

Depois, chegou a Eva. Acredito que jogaram ela no meu quintal de madrugada, pois achei ela de manhã escondida em um pequeno depósito que temos no quintal de casa. Ela miava muito e fui me guiando pelo som. Depois, adotei o Nicolau, o gatinho do resgate do atropelamento, e agora o Boris.


O que significam os gatos na sua vida?

Eles são tudo! São como filhos para mim. É um amor incondicional.


Acha que ter um gato é para qualquer pessoa? O que diria para quem pensa em adotar mas tem dúvidas?

Acredito que sim! É para qualquer pessoa que tenha muito amor a oferecer, e que não tenha aqueles preconceitos bobos que as pessoas costumam ter com gatos. Uma coisa eu garanto, gatos são viciantes e não tem como não amar


O que seus gatinhos te ensinam diariamente?

Eles me ensinam a pureza e a inocência. A alegria e a paciência - e muito (risos).


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quinta-feira, 19 de julho de 2018

A importância da arranhadura para os felinos



Arranhar faz parte da natureza dos gatos que utilizam esse comportamento para demarcar seu território através de marcas visuais e sinais químicos no ambiente
Sofás, cortinas, pé de mesas, portas e outros itens comuns nas casas costumam ser os preferidos dos gatos na hora de afiar suas garras. Por isso, esse comportamento, que é natural para os felinos, costuma ser uma das principais reclamações dos tutores nos consultórios veterinários.
Periodicamente, os felinos precisam da arranhadura para manutenção das unhas. Além disso, a arranhadura é feita com a intenção de brincar e para deixar sinais característicos ao longo da residência.
"Os gatos utilizam a arranhadura em seu território, pois quando eles arranham algum objeto, deixam um odor característico (odor interdigital felino) que, quando associadas às marcas visuais, atuam como um sinal para os gatos. Por ser um comportamento instintivo, o ideal não é inibi-lo e sim direcioná-lo para um local apropriado, como o arranhador”, comenta a Médica-veterinária e Gerente de Produtos da Unidade de Pets da Ceva Saúde Animal, Priscila Brabec.
Para direcionar o comportamento do animal para os objetos adequados é importante que os tutores coloquem o arranhador e demais brinquedos do felino no ambiente onde o animal passa mais tempo, ou próximo aos móveis que ele costuma arranhar. “Dessa forma, o gato terá sua atenção condicionada para os itens adequados”, afirma Priscila.
Outra opção é testar novidades do mercado, como o Feliscratch, que a Ceva Saúde Animal trouxe ao Brasil. Trata-se de um análogo sintético do odor interdigital felino, que auxilia no redirecionamento do animal para o objeto adequado para arranhadura. É parecido com aqueles odores que utilizamos para inibir as mordidas de cães em lugares inadequados ou estimular o "xixi" nos lugares corretos.
Nestes casos, o produto deve ser aplicado diretamente no arranhador em linhas verticais. O protocolo inicial é de uma pipeta por dia, por sete dias consecutivos, seguido por uma pipeta na terceira e quarta semana. O Feliscratch irá auxiliar os tutores a recondicionarem o comportamento de arranhar para o arranhador correto.
 “A arranhadura é um comportamento natural. Porém, situações estressantes como mudança de ambiente, ou conflito entre animais podem tornar o comportamento excessivo, por isso, é sempre importante consultar um médico veterinário”, finaliza Priscila

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quinta-feira, 12 de julho de 2018

Como eliminar pulgas e carrapatos de casa?




Quem tem gato ou cachorro em casa com certeza já ouviu falar sobre a importância de manter os pets livres de pulgas e carrapatos. Mesmo aqueles que moram em locais de pouca incidência desses parasitas, como apartamentos, devem tomar alguns cuidados, já que o animal pode adquiri-los em um simples passeio na rua. Além de causar reação alérgica nos peludos, pulgas e carrapatos trazem danos à saúde do animal e da família.

O controle dos parasitas costuma ser difícil devido ao seu ciclo de vida. A pulga, por exemplo, tem quatro estágios de desenvolvimento - ovo, larva, pupa e adulta -, sendo que apenas no último deles ela se instala no animal, o que costuma representar 5% dos parasitas. Nos outros estágios - que correspondem a 95% dos parasitas do ambiente -, as pulgas permanecem no local ao redor do pet, como casinha, tapetes e móveis da casa, tornando muitas vezes ineficazes tratamentos tópicos de curta duração.

Segundo Daniela Bacarin, médica veterinária e gerente de produtos da unidade Pet da MSD Saúde Animal, é importante que o controle dos parasitas seja feito de forma efetiva para que proteja o pet e o ambiente, já que as pulgas adultas, por exemplo, conseguem botar cerca de 20 a 50 ovos por dia no local. “Por mais limpa que seja a casa ou o espaço em que o cachorro ou gato esteja acostumado a ficar, há grandes chances de haver ovos e larvas de pulgas e carrapatos, mesmo que eles tenham sido exterminados do animal. Isso faz com que em poucos dias o pet volte a sofrer com o problema”, afirma a especialista.

Por isso, o tratamento preventivo contínuo é a melhor alternativa. Quando o animal está protegido contra os parasitas – seja por medicamentos de longa duração ou coleiras -, as chances de trazê-los no corpo para dentro de casa ou pegá-los novamente é quase nula. “Para que seu animal se mantenha protegido, o ideal é incluir nos cuidados com a saúde do pet produtos de longa duração – alguns chegam a ter eficácia de 12 semanas -, que evitem que as pulgas e carrapatos se desenvolvam no ambiente. Quando não conseguem se alimentar do animal, elas acabam morrendo com o tempo”, ressalta Daniela.

Prejuízos à saúde

Além da intensa coceira causada pela presença desses parasitas, pulgas e carrapatos também podem trazer danos à saúde do seu pet. Quando em grande quantidade, eles extraem muito sangue do animal, o que pode resultar em anemia. Além disso, os carrapatos podem transmitir uma série de doenças, como a Babesiose, Erliquiose, Febre Maculosa e Doença de Lyme, que também podem afetar humanos.

“Muitas pessoas imaginam que esses vetores são inofensivos, que só causam coceira e nada mais. Mas a verdade é que, devido ao seu longo ciclo de vida, podem permanecer no ambiente e causar prejuízos ao animal com o tempo”, reforça Daniela, que complementa “administrar medicamentos no pet somente quando ele é afetado por esses parasitas coloca em risco à saúde do animal e da família. Fique atento à administração periódica de produtos que sejam preventivos”, finaliza.

Algumas medidas podem ajudar a identificar e eliminar pulgas e carrapatos do seu pet. Confira:

·         Fique atento caso o pet comece a se coçar com frequência. Orelhas, pescoço, patas e topo da cabeça são os locais preferidos para o alojamento de parasitas;

·         Ao identificar pulgas ou carrapatos, use produtos específicos para eliminação dos ovos e larvas no ambiente. Atenção aos locais onde o pet fica mais presente e ambientes com superfícies quentes, como tapetes e estofados;

·         Se for retirar manualmente algum carrapato do pet, use uma pinça e se certifique de o retirou por completo. Deixar pedaços do parasita no pet pode causar infecções na região;

·         Não esqueça de levar o pet ao veterinário após identificar os parasitas. Somente o especialista poderá indicar os exames adequados para avaliar se houve danos à saúde do animal e indicar o melhor tratamento;

·         Caso ainda não faça a administração de nenhum produto preventivo contra pulgas e carrapatos, opte por algum de longa duração, que dificulta a proliferação de novos ciclos de pulgas e carrapatos.

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